quarta-feira, 15 de julho de 2009

Analisando a Vida


Imagine infinitos grupos de possibilidades, agora imagine que cada um de nos esta inserido em um desses infinitos grupos existentes, agora imagine que em cada grupo existem milhares de possibilidades finitas que não nos permite ser alem do que tal grupo nos permite. Agora imagine uma pessoa descobrindo que faz parte e que existem tais subdivisões de comportamentos entre as pessoas.

Foi com essa descoberta que tudo começou.

Sofremos grande influência das tendências de nossas características físicas, vivenciais, familiares, astrológicas, sociais e religiosas.

Com o tempo fui traçando padrões para todas as tendências que cada ser humano poderia seguir, com base nos astros, por meio de signos, da psicologia, da fisiognomomia e é claro por meio da observação e sentimento.

Tive que aprender passar o que via para os outros... Então fui utilizando minha lógica para concatenar fatos e situações que pudessem fazer com que as pessoas enxergassem com a lógica o que eu via com o coração. Tarefa difícil, posso afirmar, a cada nova descoberta me sentia um máximo, adorava descrever alguém e tal alguém me olhar com certo medo, com certa duvida, ficava feliz, porém a cada acerto ia me conscientizando de algo que por muito tempo me deixou triste, pois notava que não passávamos de bonecos padronizados, cada um com sua complexidade claro, mas com um padrão simples. Já me encontrava no nível de saber quem as pessoas eram sem nem ao menos saber o nome.

Há anos venho vendo, lendo, estudando comportamentos, estudando situações... Aprendendo com a vida, com as pessoas, tentando provar o oposto de minha certeza, queria provar que não éramos apenas bonecos, mas a cada dia que passava via que a vida tinha um padrão lógico para todos os seus acontecimentos. Comecei a fazer frases, textos, colocações em discussões para amigos e conhecidos, todos a principio me chamavam de louco, rs... Mas com o tempo começaram a ver que minhas palavras faziam sentido, porém mesmo com meus acertos eles se recusavam a aceitar que eram comandados, mesmo que por seu subconsciente.

Vi medo nos olhos dos que estavam a minha volta, passei a notar que os que sempre andavam comigo, os que ouviam minhas palavras, passaram a mudar, começaram a seguir suas vontades mais profundas, no entanto não conseguiam por completo saírem de seus grupos de padrões. Intrigado com a vontade vinda de uma simples duvida, já que não relutavam contra a idéia de serem marionetes, mudei meu foco de observação, passei a procurar uma causa, não do controle, mais da resistência que a alma humana poderia ter contra tal padrão.

Passavam-se os meses e eu ainda não havia conseguido ver nada que fizesse a alma humana se acender, nem a raiva, nem o ódio tinha força o suficiente para fazer alguém a mudar de grupo, a fazer algo que não estava “programado” a fazer.

Minhas respostas para todas questões sempre vinham da união de minha lógica com meus sentimentos, notei que se fizermos o que sempre fizemos só conseguiremos o que sempre conseguimos, então teria que mudar, já que desejava ver algo que até então não tivera visto. Tinha dois caminhos, lógica ou coração, minha escolhe fora o coração.

Inacreditavelmente passei a notar detalhes antes despercebidos pela minha erroneamente julgada por mim ‘percepção infalível’. Algum tempo sentindo tais detalhes foram me jogando cada vez mais no mundo dos sentimentos, e a cada dia que passava sentia mais o mundo a minha volta.

Dentre os detalhes que passei a enxergar, um fora o que mais me chamou a atenção, o quanto os intitulados ‘amantes’ brigavam tanto, já que amor deveria ser justamente o sentimento maior.

Deparei-me com um fato incomodo, não importava o quanto eu tentasse definir o amor, tudo que eu dissera parecia ridículo aos meus ouvidos,

- Que sentimento tão contraditório esse que a cada descrição que leio, a cada observação que faço me confunde mais, pensava eu.

Era cada sandice que nem pude acreditar, comecei a pensar que pudesse ser esse o motivo dos amantes brigarem tanto, que sentimento confuso.

Passado o choque, percebi que o motivo pelo qual tudo que lia e via não fazia sentido, era pelo simples fato do mundo não saber realmente o que seria o amor. Voltei a compartilhar meus pensamentos com a lógica para tentar decifrar tal enigma.

Um bom tempo depois criei o que hoje tenho como uma de minhas teorias, talvez a mais entrelaçada e a mais fácil de entender, fácil de aceitar é outra coisa rs.

Vamos La,

Seguindo minha visão inicial, o ser humano teria padrões lógicos para cada ação ou não ação, pois bem, comparemos então o ser humano com um software, softwares tem a mesma base de padrões, seguem um linha programática clara e objetiva, seguem eventos consecutivos e ininterruptos. Um programa existe para exercer uma funcionalidade, para suprir uma necessidade que só chegam ao fim quando cumprem sua programação, quando já não são mais úteis.

Mas todo programa tem um bug, ele não é perfeito, ele, como tudo, segue a temática da vida de rumar à perfeição.
Bug nada mais é do que um erro, uma falha do acerto, um bug é causado por sobrecarga de informação, podendo ser ou não um conflito de funções semelhantes. Um software com bug acaba exercendo funções não programadas, passa a misturar seus padrões, passa a ser independente, visto que já não realiza as funções predestinadas.

Pois bem, baseando-se nessa conclusão, podemos notar certa semelhança entre um software e nós seres humanos, mas para que seria e como seria causado nosso bug?

Como um bug de software é causado por uma sobrecarga de informações, o de um humano deveria ter o mesmo start, deveria ter algo que concatenassem todo o sentimento e pensamento humano em um só lugar, então voltando para o pensamento de programa, podemos imaginar que existem “arquivos” de cada sentimento, em suas respectivas pastas, mas como todo arquivo tem a possibilidade de ser “recortado” ou “copiado” para um outro local, uma outra pasta, os sentimentos não poderiam ser diferentes, já que estamos comparando sentimento com um programa.
Imaginem uma pasta com todos os sentimentos nela, isso causaria um acumulo de informações, ao ler a pasta o programa daria um erro de sobrecarga, mas qual seria o nome da pasta que guardaria todos os sentimentos, tanta informação dessa maneira?
Minha dedução denominou a pasta de amor, isso explicaria muitas das duvidas sobre esse até então erroneamente citado em alto e bom som como sentimento, já que pastas não são arquivos, elas servem apenas para guardar arquivos, é apenas um local de referência. Acalmem-se, não estou dizendo que o amor não é nada, é justamente ao contrário que estou tentando provar. O Amor por guardar todos os sentimentos, ele acaba se tornando tudo, acaba se tornando um “sentimento” mestre, entendo que dizendo isso acabo dando a entender que amor também é ódio, e é exatamente isso que quero dizer, o amor é tudo.

Amor por ser uma “pasta” ele deixa de se apresentar, em minha idéia, para nós como um sentimento, ele passa a ser algo como um estado,
- “Os arquivos estão na pasta tal”.
Estado esta diretamente ligado a tempo, e tempo pode ser finito.

Sei também que acabo de dizer que amor passa rs, e sim, ele passa, quantos de vocês já ouviram a frase “eu estou amando fulano!”, não é raro ouvi-la, uma pessoa realmente tem um período para amar a outra, logo isso explicaria o porque desejamos tanto o amor eterno, o amor até então denominado como amor verdadeiro, eterno nada mais é do que uma variável de tempo. Amar eternamente alguém seria passar todo eterno cronos no “estado de amor”, é o amor que rompe as eras, o amor que dura para sempre.
Amar é colocar todos os sentimentos na pasta intitulada ‘amor’ e criptografá-la com senha, tentando assim evitar que qualquer sentimento seja retirado dela, o fim do amor chega quando tal senha é digitada e um sentimento retirado. O amor eterno? Rs... bem, seria um estado de felicidade e satisfação tamanha que o faria esquecer da senha.

Empolguei-me falando de amor rs, voltemos ao foco rs...

Um amante não tem medo de nada, sempre faz tudo para agradar a sua amada, passa a fazer coisa que ele jamais faria, sem perceber o individuo acaba rompendo seu padrão, evoluindo sua maneira de pensar, aos pouco vai-se tornando livre.

Não foi à toa que o maior homem que já viveu só tivera cultivado o amor, suas palavras atraíram a atenção da época, e ainda nos intriga com suas colocações exaltando sempre o amor.

Jesus sabia de nossas tendências a seguir padrões, e ele entendia a palavra de seu pai, Deus deu a dádiva do livre-arbítrio para a humanidade, sendo assim não poderia haver padrões de comportamentos, já que seguir algo ou alguém vai diretamente contra a liberdade.

Ele nos mostrou o “bug” do ser humano, desejava nossa liberdade, e sabia que esse era o único caminho para a tão cobiçada felicidade.

By: Leonardo Bourbon

Um comentário:

  1. Teria algo a dizer se não que toda essa narração feita por você seria magnifica ? Só não digo perfeita pois perfeição não existe aos meus olhos... com excessão de um ser perfeito. Mas realmente me fez refletir.Muito.

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